Ads 468x60px

16/10/2010

Modelo institucional brasileiro é “ficha suja” e compromete a qualidade da democracia

“Pombas e Gaviões – Uma indispensável leitura sobre política, porque os ingênuos estão na cadeia alimentar dos mal-intencionados” é o título do novo livro de Percival Puggina, pela AGE Editora. O lançamento será no dia 1º de outubro, com sessão de autógrafos a partir das 18h, na Livraria Cultura (Shopping Bourbon), em Porto Alegre.

Os dez pequenos ensaios que ocupam as 168 páginas descortinadas pelo instigante título e subtítulo são frutos de uma reflexão madura, corajosa e conclusiva do consagrado analista político gaúcho. A política, assim como os seus reflexos na vida social, econômica e nos valores morais, é o centro da arguta observação de Puggina, que transita no contrafluxo do politicamente correto.

Puggina expõe o modo como, pouco a pouco, se alteram os valores, se suprime importância à instituição familiar, se faz a cabeça dos estudantes, se minimiza o direito à vida nas mobilizações pró-aborto, se investe contra o direito à propriedade privada, se ideologiza a religião e se nega - com base na laicidade do Estado - legitimidade às posições políticas decorrentes da moral judaico-cristã.

“Uma boa política é tão indispensável à dignidade da pessoa humana quanto ao desenvolvimento econômico, à justiça e ao bem-estar social. Enquanto não compreendermos as imensas deficiências do nosso modelo institucional, continuaremos jogando pedras na Geni e abrindo rombos nos nossos próprios telhados, convencidos de que tudo se resolve mudando pessoas sem mudar modelos”, escreve o prestigiado articulista e colunista.

Puggina responde afirmativamente à pergunta que dá título no livro ao capítulo “O Brasil tem jeito?”, identificando as três principais causas de nossas mazelas: valores morais em decadência, realidade sócio-econômica terceiro-mundista e instituições políticas inadequadas às necessidades do país. Para ele, em primeiro lugar é preciso mudar as instituições. “Com as instituições que temos, qualquer governo, pela direita, pela esquerda ou pelo centro, precisará comprar o Congresso, distribuir recursos do Erário para costurar apoios, cooptar certa mídia a peso de ouro, agigantar a máquina estatal para transformar a administração direta e indireta em moeda de troca no balcão dos acordos partidários. Esse modelo é ficha-suja há muito tempo e compromete a qualidade de nossa democracia”, declara o autor.

Percival Puggina diz entender por que boa parte das pessoas não gosta de política. “Não gostar da política que temos é questão de bom gosto; ela é, de fato, detestável. Mas o fato de gostarmos ou de não gostarmos não lhe retira a importância nem dá motivo para o desinteresse dos cidadãos conscientes de suas responsabilidades. A solução para o país é política”, afirma o analista, oferecendo o livro para a elevação desse debate na sociedade.Fonte Voz do Bico

0 comentários:

Postar um comentário