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01/05/2010

Governistas reagem e Eduardo diz que “não há um novo Siqueira”

O evento de ontem (26/04) que selou a aliança dos senadores João Ribeiro e Kátia Abreu (DEM) com o pré-candidato tucano ao governo do estado, desencadeou Tocantins afora as mais diversas reações. O epicentro foi, claro, na Assembleia Legislativa. Do discurso lido ao novo layout do Velho Siqueira, tudo foi motivo para suscitar reações de desconfiança e crítica.

Stalin Bucar, disse ao site Cleber Toledo, que o marqueteiro Duda Mendonça, que inclusive teve uma passagem rápida pelo evento, tenta “clonar” o ex-governador. Ou seja, fazer dele um novo homem, dizendo também que a senadora Kátia Abreu não tem “caráter nenhum”, por participar da aliança. Raimundo Palito, que á do Partido Progressista, legenda que tem tudo para compor com a União do Tocantins (UT) nestas eleições, reagiu contra o discurso “apático”, lido pelo tucano.

Em resumo: Foi declarada a guerra de nervos. Se por um lado os governistas viram no evento “uma grande farsa”, como falou um líder petista do Bico do Papagaio, os utistas dizem, no geral que a união entre os três (Siqueira, Kátia e Ribeiro), abalou os nervos dos governistas e eles entraram em pânico. Hipocrisia, oportunista (se referindo a senadora), cinismo, disvio de conduta dos três, puro jogo de interesse, ânsia de vômito... foram os termos usado pelos governistas para se referi ao evento e aliança selada na segunda-feira.

Siqueira conciliador

“Nós não temos um novo Siqueira, temos um novo tempo no Tocantins,” , disse o ex-senador Eduardo Siqueira Campos, indicado por parlamentares federais, como coordenador da pré-campanha utista, logo após o evento, e acrescentando. “A UT não morreu, como disse muitos. Hoje (dia 26) pode está acontecendo um novo momento histórico, para o Tocantins e consequentemente para a UT”.

O ex-senador disse que não guarda mágoa da disputa com a senadora Kátia Abreu, em 2006, e muito menos se sente um “derrotado”. Fez elogios a parlamentar e sentenciou. “Ela representa muito bem o nosso estado, a frente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), deu visibilidade ao Tocantins. Então todos nós ganhamos com a sua vitória”. Na entrevista que concedeu ao jornalista Paulo Albuquerque, do jornal Cocktail de Gurupi e a Paulo Palmares, do jornal Voz do Bico, e ao site VB On-line, ressaltou ainda que não lhe faz falta o paletó e a gravata. Quando perguntado sobre qual a estratégia que a UT usaria pra ganhar a eleição, ele disse: “Essencialmente trabalhar. Não há outros meios para ganhar a eleição antes de três de outubro. Agora a estratégia mesmo não revelamos. Nenhum general revela para o adversário como fará para derrota-lo”.

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