Por dois dias (28 e 29/01) mulheres quebradeiras de coco babaçu, membras da Asmubip (Associação Regional das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio), discutiram, dentre vários assuntos e oficinas, a viabilidade econômica do coco babaçu, atividade essencialmente extrativista e de subsistência praticada por centenas de mulheres, homens e crianças de baixa renda nos estados do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins. Organizadas em associações como a Asmubip, fundadas há 18 anos; Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco babaçu (MiQCB) entre outras.Projeto
O Projeto Babaçu, previsto para ter um ano de duração e orçado em R$ 626.742,00 sendo que R$ 565.936,00 foram pleiteados junto a Petrobras e o restante financiado por outros parceiros, como o Governo do Estado, visa orientar as mais de oitocentas filiadas quanto à qualidade de higiene, padronização, divulgação e legalidade dos produtos do babaçu para conquista de mercado e ainda o desenvolvimento econômico e social destas famílias trabalhadoras rurais, por meio do fortalecimento da cadeia extrativista do coco babaçu em 11 municípios da região do Bico do Papagaio. “Não será fácil. O resultado final de nosso trabalho é artesanal, logo mais caro que o industrial. Precisamos portanto colocá-lo no mercado com o selo de qualidade de um produto orgânico, que na realidade é o que ele é, e com preço diferenciado como de todo produto orgânico”, disse a presidenta da Asmubip, Raimunda Nonata, coordenadora geral da entidade no período de 94/96 e agora desde de 2003.
Parcerias
Colocar os subprodutos do babaçu no mercado, (elas dizem usufruir de quarenta e oito utilidades da palmeira e do coco do babaçu, como leite, azeite, farinha do mesocarpo, sabão, carvão, etc.), pelas discussões travadas nos dois dias o grande gargalhos e talvez o principal desafio hoje enfrentados pelas quebradeiras, por isto se discutiu, com apoio da Secretaria de Trabalho e Ação Social do Governo do Estado do Tocantins (Setas), APA-TO (Alternativa para a Pequena Agricultura do Tocantins) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Tocantins (Fetaet), a possibilidade dos governos tanto estadual quanto federal estarem incluindo no cardápio da merenda escolar produtos do Babaçu assim como a aquisição de máquinas, equipamentos, materiais e contratar serviços que venham implementar o processo produtivo das mulheres, em razão aventou a possibilidade de se buscar novos parceiros.
0 comentários:
Postar um comentário