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19/10/2010

Nos bastidores já há quem garanta: Siqueira terá 18 deputados; oposição ficará com 6

Dos 15 deputados eleitos pela base do governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB) no dia 3, poucos devem ir para a oposição ao governo Siqueira Campos (PSDB). Pelo menos esta é a aposta dos bastidores da política tocantinense. Na verdade, a oposição a Siqueira já foi até dimensionada por conhecedores desses bastidores: seis parlamentares. Se muito, sete.

Entre esses 15 deputados gaguistas, na verdade, 14 são de partidos palacianos e um do PR, Stálin Bucar, que não se aliou a Siqueira.

O governador eleito fez nove deputados. Contudo, a expectativa dos bastidores é que ele tenha 18 parlamentares em sua base já na eleição da Mesa Diretora [se demorar muito, alguns alertam], no dia 1º de fevereiro de 2011.

Na oposição mesmo, a expectativa é de que fiquem somente os três do PT (Solange Duailibe, Amália Santana e Zé Roberto), dois dos cinco do PMDB (Eli Borges e Josi Nunes) e apenas um dos três do PPS (Sargento Aragão).

Ainda alguns levantaram uma dúvida sobre o deputado eleito Wanderlei Barbosa (PSB). Ele era siqueirista, rompeu com a União do Tocantins e se tornou um dos mais fortes aliados do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), o que poderia segurá-lo na oposição. Contudo, se reaproximou do ex-senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB) nos últimos dois anos.

Essa é aposta de quem conhece os bastidores, conhecedores dos dois lados - siqueiristas e gaguistas.

Olhando o perfil, principalmente dos deputados mais antigos, não se vê nenhuma surpresa nesse retorno. Isso mesmo: retorno. Porque antes do rompimento da União do Tocantins, em 2005, a maioria era da base utista, casos de Eduardo do Dertins (PPS), José Augusto Pugliese (PMDB) e Raimundo Palito (PP) - este último rompeu somente no ano passado, com a posse do governador Gaguim.

Mudança começou cedo em 2007
Em 2007, primeiro ano do segundo governo Marcelo Miranda (PMDB), as mudanças começaram cedo. O primeiro a abandonar o barco siqueirista em 2007 foi o deputado José Viana (PSC). Depois, ainda antes do primeiro semestre se findar, foi a vez do deputado Fabion Gomes (PR), hoje prefeito de Tocantinópolis.

O PT perdeu rapidamente o deputado Manoel Queiróz, que "marcelou" nos primeiros meses de governo.

Siqueira ainda viu seus pupilos, no final do primeiro semestre de 2007 - todos eles, sem uma exceção sequer -, votarem contra o pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para processar o hoje governador cassado e senador eleito por contratar irregularmente uma babá quando presidente da Assembleia.

Stálin Bucar (PR) flertou o tempo todo com o governo Marcelo Miranda, mas sempre foi convencido a ficar pelos líderes da oposição. No final do governo marcelista, o republicano já estava muito próximo do Palácio Araguaia até, por fim, fechar com o governo Gaguim e romper com Siqueira Campos.

Luana Ribeiro também chegou a se aproximar do governo Marcelo, mas foi para a oposição, quando seu pai, senador João Ribeiro (PR), também rompeu de vez com a administração e se colocou como líder dos oposicionistas no Estado.

Amélio Cayres também flertou com o governo Marcelo Miranda.

Governo Gaguim
No governo Gaguim, iniciado em setembro do ano passado, Siqueira Campos ficou praticamente sem aliados na Assembleia. José Geraldo (PTB), Marcello Lelis (PV) e Amélio Cayres se somaram à Luana Ribeiro e Stálin Bucar e passaram a integrar o novo governo. Cacildo Vasconcelos (PP) e Raimundo Moreira (PSDB) titubearam, não foram para o governo, mas também não fizeram oposição.

Só com o afunilamento do processo eleitoral deste ano que a base siqueirista voltou a se recompor.

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