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06/11/2011

Governo prossegue política das cestas básicas. Índios de Tocantinópolis participarão da farra

O Governo do Estado, através da  Secretaria do Trabalho e Assistência Social (SETAS), reinicia esta semana sua política assistencialista de distribuição de cestas básicas, incentivando a dependência de comunidades pobres, sem se preocupar em criar mecanismos que as tirem da linha de pobreza.
A ação paternalista iniciou nesta terça-feira, 20, com distribuição de 160 cestas básicas no povoado de Boa Esperança, seguindo depois para Mumbuca, ambos na região do Jalapão. Os alimentos estão sendo transportados de helicóptero.
Na próxima sexta-feira, 23, a farra das cestas e helicóptero continua com distribuição de 650 cestas básicas, nas aldeias dos índios Xerente da região de Tocantínia.
Outra comunidade indígena a também ser atendida será a nação Apinajé, em Tocantinópolis. Cada cesta é composta por alimentos básicos mais um frango, ao custo de R$ 64,00. Vale lembrar que uma cesta com os mesmos item podem ser comprada no varejo apenas uma unidade abaixo do valor adquirido pelo Governo.

Bonifácio deixa liderança do Governo na AL

Os deputados aprovaram, por unanimidade, na sessão da manhã desta quarta-feira, 21, requerimento em regime de urgência convocando o secretário da Comunicação, Arrhenius Naves, para prestar esclarecimento em relação à contratação de agências de publicidade e propaganda, no valor de R$ 3,2 milhões, sem processo licitatório. O requerimento, além de ser uma das poucas aprovações que a oposição conseguiu nesse ano no Plenário, gerou polêmica e resultou na saída do deputado José Bonifácio (PR) da liderança do governo. Essa é segunda vez em oito meses que o governo terá de trocar o seu líder na Assembleia. De autoria de Wanderlei Barbosa (PSB), o documento lembra que as explicações do Estado, que alegou necessidade emergencial para a realização das campanhas, foram rechaçadas pelo Ministério Público Estadual (MPE). O MPE ingressou com ação na Justiça acusando o secretário e a as quatro agências contratadas sem licitação de improbidade administrativa.
Polêmica
Apesar da unanimidade na aprovação, deputados avaliaram que os parlamentares da base de apoio ao governador Siqueira Campos (PSDB) não teriam percebido a votação e, desta forma, acabaram deixando a convocação passar. Alguns governistas, inclusive, cobraram falta de orientação do líder Bonifácio.
De oposição, Solange Duailibe (PT) disse que os deputados da base governista não ficaram atentos na hora que o requerimento foi votado. “Então foi falta de atenção dos deputados da base governista”, enfatizou. No entanto, Bonifácio negou a distração no momento da votação e disse que ele votou no requerimento porque quis. “Eu vi o requerimento e ele será convocado, como outros já vieram. Todo mundo votou a favor, ninguém é analfabeto ou cego”, frisou.
O presidente da Assembleia Legislativa (AL), Raimundo Moreira (PSDB), destacou que o governo não tem nada a esconder.
Liderança
Com essa “distração” da bancada de situação, várias discussões sobre o assunto foram geradas na Casa de Leis e uma delas foi sobre a liderança de Bonifácio na AL. Após as discussões, Bonifácio deixou a liderança. Segundo ele, o motivo seria porque não há uma união entre a bancada governista. “Não tem uma união na bancada. Eu não estou conseguindo unir a bancada. Eu consigo conversar mais com a oposição do que com a situação. Existem muitos interesses em conflitos. Muitos querem disputar as eleições em 2012. Só aqui têm uns oito. Muita gente querendo ser prefeito e aproveitar a chance em cima de mim e eu não concordo. Estou aqui para defender o governo com sinceridade”, disse.
Ainda segundo Bonifácio, o governador do Estado, Siqueira Campos (PSDB),  irá ser comunicado oficialmente hoje sobre sua saída da liderança, mas ele já pediu para o ex-deputado Homero Barreto comunicar ao governador, ontem mesmo, sobre sua saída.
Questionado sobre quem ele iria indicar para assumir o posto, Bonifácio disse que sugeria os deputados Marcelo Lelis (PV) e Amélio Cayres (PR). (Jornal do Tocantins)

TOCANTINS: Governo expõe homens à trabalho escravo

O Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) embargou nesta quarta-feira, 21, as obras de recuperação da TO-050, entre Palmas e Porto Nacional, por trabalho degradante. Durante a ação os trabalhadores relataram que não tinham local adequado para o almoço, nem banheiros e local para descanso, a água não era potável, além de jornadas extensas de trabalho. “Chegamos às 7 horas e saímos às 17 horas. Às vezes até mais tarde, e apenas temos café da manhã e almoço”, contou um trabalhador. Eles estão a serviço da empresa CCM Construtora Centro Minas, contratada pelo Estado para serviços de recuperação e roçagem nos trechos abrangidos pela Residência Rodoviária de Porto Nacional.
O advogado da empresa, Ricardo Haag, que esteve na sede do MTE em Porto Nacional, disse que serão instalados banheiros e tendas para regularizar a situação. Porém, ele criticou a ação do MTE e a considerou arbitrária em determinar a paralisação da obra, pois não havia risco para os trabalhadores.
O coordenador do Grupo Móvel, Humberto Célio Pereira, explicou que o desembargo será feito após a CCM disponibilizar local de convivência adequada aos trabalhadores para o horário do almoço e descanso, além de instalação de banheiros no local da obra e oferecimento de água potável. Ele também pontuou que a empresa será autuada. Sobre a jornada de trabalho ser extensiva, Pereira disse que será analisada posteriormente. Ele informou que são cerca de 120 trabalhadores envolvidos nas atividades de recuperação da rodovia e que estes continuarão a receber os seus salários mesmo com a paralisação dos serviços. A operação de fiscalização foi realizada com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Contrato
A CCM foi uma das seis empresas contratadas sem licitação, justificada pelo decreto de estado de emergência, pelo governo do Estado para fazer os serviços de recuperação e roçagem nas rodovias estaduais. O contrato do Estado com a CCM foi de R$ 19.538.513,70, o maior entre as contratadas. A assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Infraestrutura informou ontem que só se manifestará quando for notificada e ter conhecimento oficial do assunto. Sendo assim, tomará as medidas cabíveis para o caso. Porém, Pereira frisou que o governo do Estado não será notificado, apenas a empresa responderá pela infração de trabalho degradante.
Doação
A CCM Construtora Centro Minas, conforme apuração anterior feita pelo JTO, foi doadora de campanha eleitoral. Ela doou R$ 750 mil ao PSDB, partido do governador Siqueira Campos, em três transferências eletrônicas de R$ 250 mil cada (em 20 de agosto, 15 de setembro e outra em 15 de outubro). Sediada no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte, a empresa doou, no total, R$ 2,4 milhões, sendo R$ 1,2 milhão para a direção nacional do PR e os comitês financeiros do PSDB na campanha presidencial e R$ 1,1 milhão para 15 candidatos do PSDB, PPS e PSL de Minas Gerais e outros três do PT paraense. (Jornal do Tocantins)

TOCANTINS: DEM cobra espaço no governo e faz críticas à educação

Espaço no Governo do Tocantins e críticas à condução da Secretaria Estadual da Educação. Estes foram os principais pontos abordados pela direção estadual do DEM em entrevista coletiva na manhã de ontem, segunda-feira, 26, em Palmas. Além disso, a sigla também avisou que pretende lutar pelos mandatos das pessoas que, por ventura, migrarem para o PSD, e apresentou a deputada federal Maria Auxiliadora Seabre Rezende (DEM), a Professora Dorinha, como possível pré-candidata a prefeita de Palmas. A entrevista coletiva foi concedida por Dorinha e o presidente estadual da sigla, deputado estadual Osires Damaso, na sede da sigla, localizada na quadra 106 sul. Na coletiva, os parlamentares ressaltaram que o partido está sem espaço no governo e deseja ter mais participação nas políticas públicas do Estado.
Segundo Damaso, o DEM fez um compromisso de buscar voto para a eleição do governador Siqueira Campos (PSDB), no pleito passado. Porém, segundo ele, no momento o partido não tem cargos no governo. “Nós não temos espaço no governo. Então nós esperamos que ao passar esse primeiro momento, que o governo possa rever a participação do Democratas para ele”, destacou Damaso.
Atualmente o partido conta com dois deputados estaduais – o próprio Damaso e Toinho Andrade.
Educação
Ao mesmo tempo em que cobra espaço na administração estadual, o DEM fez críticas à condução da área de educação no Tocantins. Para Damaso, Dorinha teria muito a contribuir com a área, que hoje possui “várias deficiências”. Segundo o deputado estadual, Dorinha tem um “amplo” conhecimento na Educação, porém, não tem espaço para participação no governo. “Hoje nós vemos a Educação no Estado com várias deficiências, apesar de ter um secretário (Danilo Melo) que foi aplaudido por todos. Se a professora Dorinha pudesse participar e discutir os assuntos de Educação no Estado, com certeza as falhas que estão acontecendo iriam ser menores”, enfatizou.
Candidatura
Em relação à candidatura de Dorinha, Damaso disse que ela tem resistência em colocar seu nome. Contudo, garantiu que deputada é a candidata dele para as eleições do próximo ano. “Eu acho que pelo seu conhecimento e participação que ela teve no Estado do Tocantins, Palmas ganharia muito tendo a Dorinha como prefeita”, disse o presidente.
Já Dorinha salientou que não acredita em candidatura própria, mas em um conjunto. Segundo ela, o grupo faz parte de um governo. “Coloco-me à disposição enquanto partido, mas preciso de um amadurecimento”, destacou.
PSD
Segundo ele, faltam mais cinco cidades para finalizar as documentações, para assim completar os 139 municípios com comissões formadas. “Estamos sendo bombardeados por um partido que está querendo ser criado, onde tenta buscar as lideranças do Democratas a qualquer custo, então o foco deles é o Democratas”, comentou. Damaso fez referência ao PSD, partido idealizado pela senadora Kátia Abreu (DEM) e pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) e que, hoje, deve ter seu registro avaliado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mandatos
De acordo com o deputado, o DEM vai buscar os mandatos das pessoas que se desfilarem do  partido.  “Independente de amizade, de líderes, nós vamos buscar na lei o que é do partido”, frisou. Ele destacou que essa é uma orientação da Executiva Nacional.
Governo
O secretário do Planejamento, Eduardo Siqueira Campos, disse que o Governo reconhece a situação em relação ao DEM. Segundo ele, o governo irá promover um encontro para tentar resolver a situação. “Vamos procurar solucionar essa situação. Vamos promover um encontro e procurar resolver”, garantiu.
O Jornal do Tocantins contatou a Seduc, mas a pasta informou que não iria se manifestar.
Educação
O fato de Danilo Melo ser do PT e não ter participado da campanha de Siqueira Campos provocou descontentamentos em alguns partidos da base do governador. Além de Dorinha, que comandou a educação do Estado por muitos anos, a ex-deputada federal Niolmar Ruiz (PR) é outra liderança da coligação com identificação na área. (Jornal do Tocantins)

TOCANTINS: Ministro cobra do TRE as oitivas de testemunhas no RCED contra Siqueira

Despacho emitido nesta terça-feira, 27, pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Arnaldo Versiani, solicita informações ao Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE) quanto ao andamento da carta de ordem expedida à corte regional. Só depois da reposta, irá citar o governador Siqueira Campos (PSDB) e seu vice, João Oliveira (a caminho do PSD). Em junho, o ministro determinou a oitiva de cinco testemunhas, todas listadas pelos autores do RCED 495 (Recurso Contra a Expedição de Diploma), Júnior Coimbra (deputado federal pelo PMDB), Eduardo do Dertins (deputado estadual pelo PPS) e o ex-governador Carlos Gaguim (PMDB).
Eles acusam Siqueira e João Oliveira de abuso de poder econômico e poder político, uso indevido dos meios de comunicação social, compra de votos e conduta vedada a agente público.
A carta de ordem para a oitiva das testemunhas fixava o prazo de 60 dias para o cumprimento e listava as seguintes testemunhas: Jonas Alves Cavalcante, Maria do Bonfim Sousa Barros, Simone Pereira Neres, todos de Presidente Kennedy e também de Lais Cristina Ribeiro Macedo e Áthila Alves Dias em Porto Nacional.
Diligência
Nesta terça-feira, o Diário da Justiça Eleitoral publicou despacho dado por Versiani, no último dia 20, encaminhando ofício ao ministro Arnaldo Esteves, no STJ (Superior Tribunal de Justiça), pedindo informações sobre um inquérito (nº 728) que tramita naquele tribunal.
O inquérito corre em sigilo no STJ e investiga a suspeita de compra de votos da eleitora Simone Pereira Neres em Presidente Kennedy durante as eleições do ano passado. A cidade é administrada pela prefeita Dalva Oliveira, esposa do vice-governador João Oliveira.
O suposto crime é também uma das acusações que constam no RCED que tenta cassar o diploma de Siqueira Campos e do vice, João Oliveira. (Lailton Costa)

Revista IstoÉ diz que Siqueira desapropriou terras públicas ilegalmente para dar a particulares, entre eles a primeira-dama

Reportagem publicada pela revista IstoÉ, que está nas bancas a partir deste sábado, traz uma série de denúncias de desapropriação ilegal de terras públicas, realizada pelo governador Siqueira Campos (PSDB). O material traz cópias de certidões de posse de lotes em nome da primeira-dama do Estado, Marilúcia Siqueira Campos, e do ex-procurador-geral de Justiça, José Omar de Almeida Júnior. A matéria intitulada “O governador grileiro”, conta que um dos primeiros atos como chefe do Executivo, assim que o Estado foi criado, em 1988, foi distribuir terras públicas a quem quisesse se estabelecer no novo Estado e fazê-lo prosperar. “Até aí não há nada de errado. O problema é que, em vez de socializar a ocupação da terra, Siqueira usou da prerrogativa do cargo para favorecer familiares e amigos. O que agora o Ministério Público constata é que a prática não se restringiu à época da fundação do Tocantins. Perdurou nas duas décadas seguintes e serviu também para a compra de apoio político e sua blindagem na Justiça”, diz a reportagem.
A IstoÉ aponta um exemplo de desapropriação de terras públicas para doar a particulares, entre eles a primeira-dama do Estado, Mailúcia Uchoa Siqueira Campos. “Um caso exemplar envolve uma fazenda numa região nobre de Palmas, a capital do Estado. Por meio de decreto, Siqueira desapropriou a área equivalente a cerca de 350 campos de futebol para fins de “utilidade pública”. Enquanto passavam os tratores sobre as casas de famílias que moravam no local, agentes do governo alegavam que ali seria construído um hospital. Mas o que aconteceu depois foi bem diferente. Em novembro de 1998, o Instituto de Terras do Tocantins (Itertins) loteou a fazenda e distribuiu os lotes por meio de licenças de ocupação e exploração. O lote 15, equivalente a 13 campos de futebol, passou às mãos da atual primeira-dama, Marilúcia Leandro Uchoa Siqueira Campos. A licença, assinada de próprio punho por ela, destinava o imóvel à produção agropecuária – uma espécie de assentamento de luxo. Passados 12 anos, a chácara não produziu um grão sequer, e a antiga fazenda passou a abrigar casas luxuosas”, relara o texto.
Segundo a Istoé, a esposa do governador Siqueira Campos não foi a única beneficiada. “No mesmo dia, o Itertins concedeu licenças de ocupação ao secretário de Comunicação do governo, Sebastião Vieira de Melo, e à empresária Fátima Roriz, diretora-geral das Organizações Jaime Câmara, a maior rede de comunicação do Estado, além da promotora Beatriz Regina Lima de Melo e do então procurador-geral de Justiça, José Omar de Almeida Júnior”, afirma a reportagem.
A reportagem da revista ouviu o advogado Antonio Edimar Serpa Benício, autor de uma ação popular que pede a anulação daquele decreto. “Numa tacada só, o governador garantiu o quinhão da família, favoreceu a imprensa local e o Ministério Público”, avalia. O advogado conta que havia comprado um lote na área conhecida como Fazenda das Palmas, perto do córrego Jaú – um dos principais da capital. “Como tantas outras famílias, nós tínhamos um documento de posse e esperávamos a regularização, já que se tratava de uma propriedade privada. Mas o governo veio e tomou tudo na marra”, lembra Benício.
Orla
Segundo a IstoÉ, a Fazenda Palmas estava em nome da agropecuária do Grupo Umuarama, que tinha entre seus sócios o secretário de Infraestrutura do Estado, Rubens Vieira Guerra. Na ação de desapropriação, o governo prometeu pagar à agropecuária pouco mais de R$ 17 mil. Mas a ação popular movida por Benício travou o processo que aguarda julgamento de um recurso no STJ. Guerra, no entanto, não ficou no prejuízo. Em 2001, já no terceiro mandato, Siqueira Campos entregou todas as terras do Estado para serem comercializadas pela Orla Participações e Investimentos S/A, criada por ele em parceria com 25 empresas, entre imobiliárias e empreiteiras, e um sindicato. Entre os sócios da Orla está a Umuarama. Outra integrante da holding é a Araguaia Construtora, do tucano Ataídes Oliveira, que assumiu a cadeira deixada pelo senador João Ribeiro (PR). Pelo contrato celebrado entre Siqueira e os empresários – e que durou até fevereiro passado –, a Orla passou a embolsar 40% de todos os negócios com terras públicas, uma margem de corretagem só vista no Tocantins.
Ainda de acordo com a revista, para o promotor de Justiça Adriano Neves os negócios de Siqueira Campos tem todos os elementos de crime. “Há indícios de direcionamento, pois nada justifica o repasse de terras públicas à primeira-dama ou a secretários e outras autoridades”, afirma. O promotor lembra que na data das licenças já estava em vigor a Lei 8.666, que determina oferta pública da área por meio de leilão e outras modalidades de licitação. Há dois anos, Neves assumiu a área de Patrimônio Público do MPE e passou a denunciar os esquemas de grilagem. Até agora, o promotor levantou 700 casos só na área urbana da capital. Há poucos dias, no entanto, ele recebeu um levantamento do advogado Eder Barbosa de Souza, especializado em causas fundiárias: uma lista com 20 mil lotes frutos de grilagem de terras públicas. “É tanta grilagem que eu tive que me concentrar nos casos mais recentes. Até porque o crime de improbidade pública prescreve em cinco anos”, explica.
“Tarefa hercúlea”
“Por enquanto, o promotor tem se dedicado a levantar os negócios da antiga Companhia de Desenvolvimento do Tocantins (Codetins). Em breve, vai dar andamento aos casos do Intertins. A tarefa é hercúlea. Basta saber que Siqueira Campos entregou o Cartório de Registro de Imóveis do Estado ao sobrinho Israel Siqueira de Abreu Campos. Com plenos poderes, o governador conseguiu transferir a titularidade e anular títulos concedidos pelo Incra. Em 1991, por exemplo, o Estado repassou a preço simbólico uma chácara de 144 hectares a José Ribeiro da Silva, conhecido vaqueiro de Siqueira Campos. Dois anos mais tarde, a propriedade foi transferida para a aposentada Aureny Siqueira Campos, a primeira mulher do governador. Em 2002, o casal cedeu a área em comodato à Investco S/A, cessionária da hidrelétrica de Lajeado. Com o divórcio quatro meses depois, Siqueira ficou com a chácara e, em 2004, a revendeu para a própria Orla Participações, por R$ 2,4 milhões. Mesmo com tantos negócios, o governador declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de pouco mais de R$ 400 mil. Muito pouco para quem parece ser dono de todo o Tocantins”, finaliza o texto.

TOCANTINS: DEM oficializa pré-candidatura de Valuar Barros para reeleição de Araguaína

A Câmara Municipal de Araguaína foi sede do encontro municipal do Democratas nesta segunda-feira, 03, que marcou o lançamento da pré-candidatura de reeleição do prefeito Valuar Barros (DEM). O evento contou com a presença de vereadores, líderes comunitários e também confirmou a filiação de mais de 400 novos membros do partido. “Tenho alegria em ser Democratas. Sou simples, continuarei simples e se Deus permitir serei candidato à reeleição em Araguaína”, afirmou Valuar em seu discurso. O prefeito confirmou a parceria com o governo estadual e destacou os avanços na administração municipal. “É muito importante que Araguaína tenha parceria com o Governo Siqueira Campos. O setor privado não tem encontrado dificuldades em investir no município. Prova disso são os oito loteamentos recém lançados. Fizemos dois concursos em pouco mais de dois anos de mandato. Fizemos asfalto, UPAs, Postos de Saúde, Hospital Municipal e tantas outras obras que melhoram a vida da população”, disse o prefeito.
Para Clóvis Junior, presidente municipal do DEM em Araguaína, a sigla vem comprovando sua força administrativa. “O DEM é parceiro do esporte, da cultura, refizemos a educação e estamos revolucionando Araguaína. A prefeitura investiu mais de R$ 12 milhões de recursos próprios. Isso é inédito na história da cidade”. Quem também prestigiou o encontro foi o vice-presidente do partido no Tocantins, o ex-deputado federal Junior Marzola. “O DEM tem raízes no Tocantins. Não somos um partido de pára-quedistas. Já tivemos quatro governadores eleitos pela sigla ao longo da história. Para ser bom gestor não é preciso perseguir ninguém”, declarou Marzola.
O presidente do DEM, deputado estadual Osires Damaso, falou do potencial político e da importância do prefeito para o partido. “Valuar é o orgulho do Democratas. Tenho a certeza que Araguaína irá referendar, mais uma vez, o nome deste grande homem. Agradeço ao povo araguainense pela recepção e pela bela festa desta noite. O DEM é uma sigla dos Democratas. Não seremos um partido de aluguel. Temos luz própria e muito a oferecer ao povo do Tocantins”.
A deputada federal Professora Dorinha, valorizou a forma como o partido vem se posicionando na oposição ao Governo Federal. A parlamentar destacou conquistas como a pressão pela aprovação da PEC 29 e a vitória na divisão dos recursos do Pronatec e parabenizou o prefeito pelo evento realizado e o grande número de filiações. “Através de uma emenda minha a oposição conquistou a primeira vitória no Congresso, com a garantia de 30% dos recursos do Pronatec para as regiões Norte/Nordeste. Queremos que fiquem no partido somente aquelas pessoas que queira ficar e ajudar o partido a continuar crescendo”, concluiu Dorinha.
Dentro dos próximos dias o partido realiza um grande evento voltado para a juventude Democratas, com a presença de líderes nacionais e o lançamento de pré-candidatos a prefeitos e vereadores.