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15/05/2010

Casal que queria um filho adotou cinco de uma vez só

Juíza cria grupo de apoio à adoção que aproxima quem já adotou e orienta quem quer adotar
Estamos em Teresópolis, na Região Serrana do Rio.

“Estou muito feliz com as minhas filhas. Elas me amam, e eu sou apaixonada por elas. Elas são tudo que eu tenho na minha vida, porque existe ex-marido, ex-sogro, ex-sogra, mas não existe ex-filho e não existe ex-mãe”, diz uma mulher.

Um grupo de apoio à adoção aproxima quem já adotou e orienta quem quer adotar. A ideia é da juíza Inês Santos Coutinho, que há mais de 30 anos cuida de questões que envolvem crianças. Ela é mãe de cinco filhos - quatro adotados - e se tornou uma referência de como a Justiça pode aproximar quem precisa de amor e quem precisa de alguém para amar.

“Eu amo o meu filho por natureza, porque é meu filho. O filho por adoção é meu filho porque eu o amo”, afirma a juíza.

No Brasil, a imensa maioria dos casais à espera de uma criança busca reproduzir na adoção o que foi negado pela biologia. Eles procuram geralmente por um bebê recém-nascido, de preferência menina e que seja da mesma raça, da mesma cor; talvez até parecido com os pais adotivos. Isso é no começo de uma busca, que muitas vezes acaba transformando nesses casais o sentido do que é ser pai, o que é ser mãe.

O momento da virada é nas visitas aos abrigos.

“Eles ficam encantados pela aquela carência daquelas crianças e modificam o perfil. Eles buscam uma criança recém-nascida e acabam levando uma criança de três ou quatro anos, para que faça ela parte de sua vida afetiva”, explica a juíza.

Ou levam mais de uma criança. Foi o que aconteceu com os funcionários públicos Lúcia Helena Santos e Nivaldo Meireles. Os dois estão no segundo casamento e, já com filhos adultos, queriam adotar uma criança. No abrigo, quando viram cinco irmãos, entre 1 e 7 anos, mudaram de ideia.

“Eu falei com ela: ‘Cinco? Será que a gente aguenta cinco?’. Aí, o pessoal lá do orfanato disse: ‘vocês ficam com eles uma semana, de adaptação’. Aí nos apegamos a eles. E eu falei: ‘Lucia, lugar em que comem dois, comem cinco”, lembra o funcionário público.

Quem vê essa turminha exibindo as boas notas na escola não imagina que há três anos os pais biológicos os deixaram trancados em casa e sumiram no mundo. Depois de uma semana, um vizinho encontrou o mais velho, hoje com 10 anos, tomando conta dos outros.

“Lá na outra casa eu não era feliz, aqui eu sou muito mais feliz. Aqui minha mãe deixa eu fazer o que eu quiser. Eu quero estudar, me formar e ser alguém na vida”, afirma Yann Meireles, filho de Nivaldo e Lúcia.

“A criança chega com trauma, e você tem que dar aquele tempo para criança, para ela ser criança. Eles queriam abraço a toda hora. Esse contato físico é o mais importante. E a partir daí, mesmo a criança sendo de idade mais avançada, se você der amor, você consegue”, aposta a funcionária pública Lúcia Helena Santos.

Em outro abrigo de Teresópolis, uma audiência decide os destinos de sete crianças e seus pais biológicos.

"Tanto a mãe quanto o tio, quando alcoolizados, batiam neles", diz a juíza.

Uma família despedaçada pelo álcool, a violência, o abandono.

"O pai fora preso por causa de uma agressão feita à mãe com uso de faca" , relata a juíza.

A juíza decide destituir o poder familiar. A mãe biológica não se opõe. Os dois meninos, de 6 e 7 anos, já têm pretendentes à adoção.

“Quando nós percebemos o vazio que estava ficando a casa, pelos meninos estarem saindo, nós começamos a alimentar essa ideia de adotar uma criança”, conta a dona de casa Rose Correia.

Eles queriam uma menina, mas a convivência os aproximou dos garotos. “Nós estamos entrando em um processo de guarda provisória, para convivência familiar. Então, vamos ver se vai ter tanto adaptação de nossa parte, como também adaptação da parte deles”, ressalta Rose.

A adaptação começou ali mesmo, na reunião. E uma semana depois, o casal já tinha decidido pela adoção. Desde o casamento, a professora Paula Pires e o administrador de empresa Marcelo Pires queriam um filho. Foram oito anos de tratamentos sem sucesso até se cadastrar para adoção. Quando apareceu um bebê, eles queriam ver uma foto antes de ir buscá-lo. Mas a foto nunca chegou.

“Deu aquele clique: vamos embora sem ver foto. Graças a Deus que eu não vi. Graças a Deus que foi dessa forma, porque nós abrimos um pouco mão dessa coisa do perfil, principalmente para os próximos, que virão. Nós queremos mais dois. Eu tenho certeza que, quando chegar a hora do próximo, independente da cor, da idade, do histórico, no coração a gente vai saber: é ele”, diz Paula.

Avós, padrinhos, primos, Antônio é o centro desse universo familiar.

“Nós ouvimos muito: 'que atitude nobre, que coisa bonita que vocês fizeram'. Na verdade, eu acho que a troca desse relacionamento é muito mais benéfica para nós do que para ele, porque ele trouxe muita coisa para nós”, declara Marcelo Pires, pai do menino.

Hoje, é um Dia das Mães inesquecível para Paula, o primeiro com Antônio. “Chorei tanto nessa data. Fiquei tão triste nessa data, quando eu tinha meus braços vazios e sentia falta de ter um bebê, de alimentar, de cuidar. Foi muito difícil. Acho que nem tenho como me preparar. Acho que eu estou celebrando. A palavra é essa: celebração”, afirma Paula.

“Mãe é tudo. É tudo na vida”, aposta Lucia Helena.

Veja domingo: mercado do dinheiro falso transforma R$ 50 em R$ 250

 

O Fantástico deste domingo (16) traz uma matéria que revela o mercado de notas de dinheiro falsas. Uma nota de R$ 50 verdadeira pode ser trocada por até R$ 250 em cédulas falsificadas. Saiba como se precaver para essas notas não chegarem ao seu bolso.

Dois mistérios serão desvendados no Show da Vida deste domingo: um indiano diz que não come nem bebe água há mais de setenta anos. E o Detetive Virtual vai investigar um tornado que apareceu no meio de um jogo de futebol.

A repórter Sônia Bridi também vai mostrar um fato curioso. Ela foi até a região do Brasil onde surgiram os primeiros dinossauros do planeta. A repórter vai exibir uma descoberta impressionante: um fóssil bem preservado de um animal ainda mais antigo que os dinossauros.

Cara da copa

Veja os grupos e as partidas da Copa do Mundo da África do Sul

Brasil está em uma das chaves mais difíceis, ao lado de Portugal, Costa do Marfim e Coreia do Norte

Por R7
Todas as seleções participantes da Copa do Mundo da África do Sul enviarão à Fifa nesta terça-feira (11) os 30 jogadores pré-convocados para o Mundial. Alguns times, como o Brasil, já definirão os 23 que serão chamados para a disputa do torneio, além dos sete que ficam de sobreaviso. Relembre abaixo os grupos da competição:

Ler para acalmar Seu filho está inquieto ou ansioso por alguma razão ou, uma situação mais angustiante: ele está doente. Que tal um livro?

Estava essa semana conversando com minha cunhada, Fabiana, e ela, fã do momento ler histórias para a filha, Letícia, 6 anos, veio comentar comigo um fato bem interessante: contar histórias para acalmar a criança.

Numa noite maldormida daquelas, em que Letícia passou mal, teve febre e não conseguia pegar no sono, Fabiana viu-se em plena madrugada pegando um livro da estante para acalmar Letícia. Funcionou. A menina ia pedindo mais história, ia se envolvendo com as ilustrações e o incômodo do mal-estar causado pela doença foi se distanciando, relaxando a menina até que ela adormeceu.

Ana Paula Pontes, repórter aqui de Crescer, quando ouviu esta história acrescentou: “e a mãe se acalma também”. Ana é adepta das histórias para tudo (já contei até que ela lê uns trechinhos de livros dentro do carro para o seu filho João, impaciente com o trânsito) e atesta que, em noites de crise de asma do João, os livros acalmaram a família toda.

É claro que isso não é novidade. A renomada Associação Viva e Deixe Viver é especialista em juntar voluntários para lerem histórias para crianças doentes em hospitais. O trabalho deles – e de outras entidades ou determinados grupos em determinados hospitais – é de bater palmas. Porque nessa atividade, você constrói muita coisa de uma só vez: acalma a criança, tranquiliza você da angustiante situação de ver uma criança doente não importa a gravidade, incentiva a leitura, aumenta o repertório da criança e ainda faz uma ponte de prazer entre o livro e a criança.

Por isso sempre digo que livros têm que estar a mão. Fáceis de pegar, tem que estar tão próximos da criança para você acioná-los quando menos se espera. E ter noites mais tranquilas.

DENTIÇÃO # Creme dental infantil não é eficiente contra cáries

Creme dental infantil não é eficiente contra cáries

Novo estudo da Unicamp mostra que o creme dental para crianças, com baixa concentração de flúor, não previne cáries nem a fluorose. Veja o que você deve fazerPode ser de tutti-fruti, de cereja ou de uva. As opções de pastas de dentes para crianças são muitas e a grande vantagem do creme dental infantil, segundo especialistas, é a baixa concentração de flúor. Até os 3 anos, a criança não sabe cuspir ou bochechar e acaba engolindo mais flúor do que o recomendado. Em excesso, essa substância causa fluorose, problema que afeta o esmalte e produz manchas nos dentes. Em casos mais graves, os dentes ficam porosos e amarronzados.

Mas um novo estudo realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) coloca em xeque a eficácia do creme dental para crianças. Ele revela que a baixa concentração de flúor não é tão eficiente contra as cáries. Pior: também podem não evitar a fluorose.

Segundo Altair Cury, professor da Universidade de Odontologia de Piracicaba e um dos orientadores do estudo, a fluorose não é causada pela concentração do flúor no creme dental, mas pela ingestão de uma grande quantidade do produto. Para diminuir o risco de fluorose e evitar cáries, diz o estudo, as crianças deveria usar o creme dental convencional em pouca quantidade – semelhante a um grão de arroz.

Seria essa a medida mais segura, mesmo? Para a odontopediatra Carmem Silvia, da clínica Amai (SP), não. Ela afirma que existem outras formas de evitar cáries e, por isso, crianças menores de 3 anos devem permanecer usando pastas sem flúor. Embora ele seja o principal vilão para o surgimento da fluorose, não é o único produto que traz flúor em sua composição. A água e alguns alimentos também podem conter a substância. “Por isso, se os pais puderem evitar o produto, melhor”, completa Carmem. Na dúvida, converse com o odontopediatra do seu filho e veja o que é melhor para a criança.

Prevenção de cáries
Para prevenir o aparecimento de cáries nos dentes de seu filho, comece com os cuidados logo após o nascimento. Nos recém-nascidos, o ideal é passar uma gaze ou fralda umedecida com água filtrada por toda a boca, limpando gengiva, bochechas e língua para remover os resíduos do leite. A partir do 6º mês, quando costumam aparecer os primeiros dentes, você pode começar a usar uma dedeira. A escovação começa a partir do primeiro ano com uma escova macia.

Evite a mamadeira noturna e controle a alimentação do seu filho. Balas, doces, iogurtes e refrigerantes são inimigos da boa higiene bucal. Incentive a limpeza após cada

Novo calendário de vacinas para bebês prematuros

Novo calendário de vacinas para bebês prematuros

O inverno está chegando, e com ele o maior risco de transmissão de doenças para você e para seus filhos. Bebês prematuros correm um risco ainda maior, já que têm o sistema imunológico pouco desenvolvido, muitas vezes ficaram longos períodos dentro das UTIs neonatais e também precisaram ser privados da amamentação, perdendo esse importante fator de proteção para a saúde.
Para conscientizar os pais e profissionais de saúde sobre a importância da imunização desses bebês, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) lançou a campanha Prematuro imunizado é prematuro protegido, que organizou o primeiro calendário de vacinas específico para esse grupo. Ele apresenta todos os tipos de vacina que devem aplicadas, a periodicidade e a quantidade que deve ser dada em cada dose. “A maioria dessas vacinas estão disponíveis gratuitamente em postos de saúde, ou nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs), que atendem grupos de risco, grupos diferenciados, como é o caso dos recém-nascidos”, diz Renato Kfouri, neonatologista e diretor da SBIM. Para receber a dose, o médico precisa encaminhar um pedido à secretaria de saúde. Ele precisa ser liberado e só então a dose é aplicada.

No Brasil, seis em cada 100 bebês são prematuros. E, entre aqueles que nascem com menos de 35 semanas de gestação, por volta de 15% precisam ser internados em UTIs neonatais. É importante lembrar que algumas das vacinas já são dadas antes mesmo de o bebê sair do berçário, daí a necessidade de conscientizar os profissionais de saúde. E um detalhe que também ajuda muito a manter o bem-estar dos bebês: toda a família deve estar devidamente vacinada contra os diversos tipos de doença para que não haja disseminação dentro de casa.

Disponibilidade diferenciada
A vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), por exemplo, um dos principais responsáveis por infecções respiratórias em crianças menores de um ano de idade, só é encontrada gratuitamente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Alguns planos de saúde cobrem a despesa com as doses para quem vive nos outros estados.
A Sociedade Brasileira de Imunizações preparou uma lista completa das vacinas que os bebês que nasceram antes do tempo precisam tomar