Nos próximos 40 dias, devem ter início as obras da ponte de concreto armado sobre o rio Araguaia, ligando o município de Xambioá, no norte do Tocantins, ao município de São Geraldo, no Pará. A obra, de 1.727,36m de extensão e valor estimado em R$ 235 milhões, é uma parceria entre os governos federal e estadual. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Henrique Gaguim, na manhã deste sábado, 22, durante vistorias feitas em obras entregues pelo governo por meio da Caravana Acelera Tocantins, em Xambioá. O Governo do Tocantins já havia conseguido incluir a obra da ponte no PAC II e no orçamento da União de 2011. “Essa ponte é uma prioridade no PAC e uma obra que garantirá mais desenvolvimento para toda essa região”, garantiu Carlos Gaguim.
24/07/2010
XAMBIOÁ: Obras da ponte devem começar em 40 dias, anuncia Carlos Gaguim
Nos próximos 40 dias, devem ter início as obras da ponte de concreto armado sobre o rio Araguaia, ligando o município de Xambioá, no norte do Tocantins, ao município de São Geraldo, no Pará. A obra, de 1.727,36m de extensão e valor estimado em R$ 235 milhões, é uma parceria entre os governos federal e estadual. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Henrique Gaguim, na manhã deste sábado, 22, durante vistorias feitas em obras entregues pelo governo por meio da Caravana Acelera Tocantins, em Xambioá. O Governo do Tocantins já havia conseguido incluir a obra da ponte no PAC II e no orçamento da União de 2011. “Essa ponte é uma prioridade no PAC e uma obra que garantirá mais desenvolvimento para toda essa região”, garantiu Carlos Gaguim.
Em Pau D’Arco candidato da coligação Força do Povo recebe apoio.
“Eu apoio Gaguim porque é um jovem que tem muita visão e está preparado para o futuro. É dinâmico e que vem de uma classe humilde e chegou ao Governo, portanto, tem competência e temos que apoiá-lo”, disse o comerciante José Leomar Martins, de 59 anos, na cidade de Pau D’arco, demosntrando apoio ao candidato do PMDB.
Na cidade o governador e candidato à reeleição cumprimentou populares, recebeu manifestação de carinho dos eleitores e fez promessas. Falou em casas populares, geração de emprego, industrialização, valorização do funcionalismo e melhoria na educação e saúde.
Gaguim, Valderez e Paulo Mourão acompanhados de candidatos a deputado estadual e federal, além de lideranças locais, percorreram as principais ruas de Pau D’Arco, visitaram residências e comércios.
Na cidade o governador e candidato à reeleição cumprimentou populares, recebeu manifestação de carinho dos eleitores e fez promessas. Falou em casas populares, geração de emprego, industrialização, valorização do funcionalismo e melhoria na educação e saúde.
Gaguim, Valderez e Paulo Mourão acompanhados de candidatos a deputado estadual e federal, além de lideranças locais, percorreram as principais ruas de Pau D’Arco, visitaram residências e comércios.
Fonte:Voz do Bico.
Após apreensão de questionários, Exata foi proibido pelo TRE de divulgar pesquisa em Goiás
Autor da pesquisa que coloca o ex-governador Siqueira Campos (PSDB) na frente das intenções de voto no Tocantins com 48,5% contra 42,2% do governador Carlos Gaguim (PMDB), o Instituto Exata vem sofrendo duras críticas em virtude da disparidade dos seus resultados no Piauí, além de ter sido alvo de ação da polícia e da justiça eleitoral em Goiás por aplicar questionários contendo perguntas de conteúdo difamatório. A cobertura dos casos recentes envolvendo o Exata foi publicada no Diário da Manhã no final do mêO instituto Exata, contratado pelo jornal “O Servidor” para realizar pesquisa de intenções de votos no Tocantins, foi proibido pelo TRE em Goiás de divulgar pesquisa recente, cujos questionários foram apreendidos em ação policial que resultou ainda na prisão de cinco funcionários do instituto. Links com reportagens recentes envolvendo os problemas do instituto Exata com a justiça goiana, publicadas pelo Diário da Manhã, em Goiânia foram informados às redações no Tocantins pela assessoria da coligação Força do Povo, que duvida também do teor da pesquisa divulgada no Estado em virtude da discrepância dos números apresentados quando comparados com as amostras colhidas pelo Ibope e Serpes recentemente.
No Piauí resultados discrepantes dos encontrados por institutos consolidados também foram alvo de críticas por parte da imprensa local, e de candidatos ao Senado que estranharam os resultados do Exata. O caso mais grave envolvendo o instituto vem no entanto do vizinho estado de Goiás, onde a polícia civil deteve em Varjão, nas proximidades de Goiânia, cinco funcionários do instituto aplicando questionários que continham perguntas tendenciosas e de caráter difamatório contra o candidato Marconi Perillo(PSDB), no dia 22 de junho.
Questionários tendenciosos
A apreensão dos questionários mostrou que havia perguntas relatando denúncias contra Marconi que são objeto de investigação judicial, como se fossem fato consumado, numa flagrante intenção de induzir o pesquisado a manifestar opinião. Em conseqüência, o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás proibiu a divulgação de resultado da referida pesquisa do instituto, que conforme o Diário da Manhã publicou “pertence a Adilson Santana, o Catatau, compadre do governador Alcides Rodrigues (PP)”.
Em Goiás, o presidente do instituto responderá pelo crime de difamação eleitoral previsto no artigo 325 do código eleitoral, conforme divulgado no DM pelo delegado Álvaro Cássio.s de junho.
No Piauí resultados discrepantes dos encontrados por institutos consolidados também foram alvo de críticas por parte da imprensa local, e de candidatos ao Senado que estranharam os resultados do Exata. O caso mais grave envolvendo o instituto vem no entanto do vizinho estado de Goiás, onde a polícia civil deteve em Varjão, nas proximidades de Goiânia, cinco funcionários do instituto aplicando questionários que continham perguntas tendenciosas e de caráter difamatório contra o candidato Marconi Perillo(PSDB), no dia 22 de junho.
Questionários tendenciosos
A apreensão dos questionários mostrou que havia perguntas relatando denúncias contra Marconi que são objeto de investigação judicial, como se fossem fato consumado, numa flagrante intenção de induzir o pesquisado a manifestar opinião. Em conseqüência, o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás proibiu a divulgação de resultado da referida pesquisa do instituto, que conforme o Diário da Manhã publicou “pertence a Adilson Santana, o Catatau, compadre do governador Alcides Rodrigues (PP)”.
Em Goiás, o presidente do instituto responderá pelo crime de difamação eleitoral previsto no artigo 325 do código eleitoral, conforme divulgado no DM pelo delegado Álvaro Cássio.s de junho.
Eduardo do Dertins diz que apoia Serra, mas não caminhará com Siqueira pela JK
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“O PPS irá participar da vinda do José Serra a Palmas na terça. Nós vamos ter um palanque paralelo, um palanque de apoio ao nosso candidato. O PPS apóia o Serra e estamos trabalhando, fazendo articulações nas cidades do interior para que ele tenha uma boa votação no Estado”, disse Eduardo do Dertins.
Com Gaguim
O presidente regional do PPS defendeu que no Estado apóia a candidatura do governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB) que disputa a reeleição e mesmo estando com Serra não caminhará ao lado do candidato da coligação Tocantins Levado a Sério, Siqueira Campos (PSDB).
“O nosso palanque e de apoio a Gaguim, nós não temos nada a ver com a União do Tocantins, o nosso posicionamento e de apoio ao presidente Serra e de apoio ao Gaguim, independente da chapa”, finalizou o presidente do PPS no Tocantins.
O PPS articula junto à equipe de Serra um encontro paralelo das lideranças do partido junto com o presidenciável, mas de certo e que mesmo apoiando o mesmo candidato a presidente, Eduardo do Dertins e Siqueira Campos não estarão juntos na caminhada de Serra em Palmas nesta terça-feira, 27.ernador e candidato a reeleição, Carlos Henrique Gaguim (PMDB).
23/07/2010
Mancha da morte espalha-se no Golfo do México, nos EUA
Um pelicano banhado em óleo tenta voar sobre uma onda na Ilha de Louisiana, nos Estados Unidos. A ilha foi a primeira a declarar estado de emergência. A mancha de óleo espalha-se pelos estados de Alabama, Mississipi e Flórida.
Há dois meses, completos dia 20, cerca de 100 mil barris de petróleo derramam no mar do Golfo do México todos os dias, mas não se sabe o volume exato que jorra do poço danificado. A explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizont, da BP (British Petroleum) causou a morte de 11 tripulantes, mais de 600 espécies de animais estão ameaçadas e outras milhares morrem todos os dias.
Considerado o maior desastre ambiental e econômico dos EUA desde o vazamento em 1989 do petroleiro Exxon Valde, no Alasca, este tipo de acidente ocorre quando há uma falha no BOP (blowout preventer), uma grande válvula localizada na cabeça de poços de perfuração, que deve ser fechada caso o controle dos fluidos do reservatório seja perdido pela tripulação da plataforma. No caso da Deepwater Horizon, os desafios de retomar o controle do poço e parar o vazamento são muito grandes devido à lâmina d’água de trabalho (1500 metros) e da profundidade do poço (5400 metros).
Até agora os esforços para deter o vazamento têm sido em vão e é incerto se vai parar. Muito se fala nos bilhões de dólares gastos com a limpeza. Mas a “bomba atômica ambiental” vai muito além dos números. A catástrofe despertou uma sombra de culpa não só nos EUA, mas em todo o planeta. Afinal, quem não utiliza o petróleo, e quem está disposto a lutar pela independência dos combustíveis fósseis em favor da energia limpa, como a solar e eólica?
O colunista do New York Times, Thomas L. Fridman, foi categórico: “Se quisermos pôr fim a nossa dependência do petróleo, nós, como cidadãos, precisamos: pedalar para o trabalho, plantar uma horta, fazer alguma coisa. Por isso, o vazamento de petróleo é minha culpa. Sinto muito. Eu não fiz minha parte”.
Mais uma vez, os ambientalistas engrossam o coro e clamam para o capitalismo baixar a cabeça para a economia verde. O diretor-executivo da organização ambientalista norte-americana Sierra Club, Michael Brune, comparou o vazamento de petróleo com uma “boca de fogo decapitada”. O “que não sei é quantas vezes precisamos ter esta conversa” sobre vazamento de petróleo em lugares como o Golfo do México, o Oceano Ártico e o Rio Amazonas, disse afirmando que o vazamento marcou “o limite de nossa atração pelos combustíveis fósseis.
Numa entrevista num site político americano, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que a catástrofe "vai moldar como pensaremos sobre o meio ambiente para os próximos anos". “Da mesma maneira que fomos obrigados a rever nossas vulnerabilidades na política externa com o 11 de setembro, teremos que repensar, a partir desta imensa catástrofe, nossas posições sobre o meio ambiente e a energia nos próximos anos”, disse.
“Mate os pássaros”
A frase arranhou os ouvidos dos biólogos e voluntários que tentam salvar a vida dos pássaros afetados pelo vazamento de óleo no Golfo do México. “Matem, não limpem”, é a recomendação de uma bióloga alemã Silvia Gaus, que nesta semana disse que os esforços maciços para limpar pássaros cobertos de petróleo no Golfo do México não contribuirão muito para impedir que as criaturas sofram uma morte dolorosa e quase certa. Segundo ela, para o bem dos pássaros, seria “mais rápido e menos doloroso se os indivíduos que fazem o resgate dos animais os matassem”.
Estudos feitos sobre o assunto e outros especialistas apoiam sua opinião. Assim que fica coberto de petróleo, o pássaro usa o bico e a língua para remover a substância tóxica das suas penas. Apesar do gosto e do cheiro terríveis do petróleo, o pássaro mesmo assim tenta limpar-se, porque ele é incapaz de sobreviver sem as penas secas e fofas que repelem a água e regulam a temperatura do seu corpo. “O instinto da ave de limpar-se é maior do que o seu instinto de caçar e, enquanto as suas penas estiverem sujas de petróleo, ela não irá se alimentar”, diz Gaus, que há 20 anos trabalha com a recuperação de animais afetados por desastres como o do Golfo do México. Segundo estudos britânicos de vazamentos anteriores, o tempo médio de vida de um pássaro que é limpo e libertado é de apenas sete dias. (Com informações da Agência REBIA)
Vazamento faz Brasil rever planos de emergência
O governo brasileiro decidiu rever as diretrizes que regem os planos de emergência em todo o país para acidentes de poluição com petróleo. Criados em 2001 e revisados pela última vez em 2007, os planos de emergência são uma obrigação das empresas que fazem parte da cadeia do petróleo, mas cabe ao governo não apenas definir suas diretrizes como também aprovar o documento final.
A legislação brasileira exige que cada plataforma ou empreendimento no país tenha um plano de emergência individual. Já a aprovação de cada um desses documentos é responsabilidade do poder público.
Entre os principais pontos da revisão está uma mudança no conceito de probabilidade. Na nova versão do documento, acidentes de grandes proporções como o da BP serão tratados como um cenário "mais provável".
"É uma coisa que acontece. Esse é um cenário. A chance de acontecer é pequena, mas acontece. Então temos de estar preparados", diz Robson Calixto, oceanógrafo e analista do Ministério do Meio Ambiente.
'Falhas'
Enquanto a Petrobras se prepara para iniciar a exploração da camada do pré-sal - ainda mais profunda do que a atividade da BP no Golfo do México, especialistas do setor veem algumas "falhas" dentre as responsabilidades do governo brasileiro.
A principal delas é a inexistência de um Plano Nacional de Contingência para Derramamento de Óleo (PNC), mesmo depois de dez anos de ter sido exigido pela legislação.
Segundo especialistas, esse tipo de plano é "essencial" para países com grande exploração de petróleo, pois é ele que vai nortear as ações do poder público no caso de grandes vazamentos.
O documento consolida todas as atribuições de empresas e governos no caso de um acidente, sobretudo em episódios mais graves, envolvendo diversos Estados e municípios, por exemplo.
De acordo com Calixto, as reuniões entre o Ministério do Meio Ambiente e a Marinha ficaram mais frequentes desde o acidente no Golfo do México, e a expectativa é de que o PNC fique pronto até agosto. A candidata do Partido Verde à Presidência da República, Marina Silva, disse na última semana que o desastre no Golfo do México deveria servir de exemplo para a exploração do pré-sal no Brasil. (Com informações da BBC Brasil)
Leilane Marinho marinho.leilane@gmail.com
Há dois meses, completos dia 20, cerca de 100 mil barris de petróleo derramam no mar do Golfo do México todos os dias, mas não se sabe o volume exato que jorra do poço danificado. A explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizont, da BP (British Petroleum) causou a morte de 11 tripulantes, mais de 600 espécies de animais estão ameaçadas e outras milhares morrem todos os dias.
Considerado o maior desastre ambiental e econômico dos EUA desde o vazamento em 1989 do petroleiro Exxon Valde, no Alasca, este tipo de acidente ocorre quando há uma falha no BOP (blowout preventer), uma grande válvula localizada na cabeça de poços de perfuração, que deve ser fechada caso o controle dos fluidos do reservatório seja perdido pela tripulação da plataforma. No caso da Deepwater Horizon, os desafios de retomar o controle do poço e parar o vazamento são muito grandes devido à lâmina d’água de trabalho (1500 metros) e da profundidade do poço (5400 metros).
Até agora os esforços para deter o vazamento têm sido em vão e é incerto se vai parar. Muito se fala nos bilhões de dólares gastos com a limpeza. Mas a “bomba atômica ambiental” vai muito além dos números. A catástrofe despertou uma sombra de culpa não só nos EUA, mas em todo o planeta. Afinal, quem não utiliza o petróleo, e quem está disposto a lutar pela independência dos combustíveis fósseis em favor da energia limpa, como a solar e eólica?
O colunista do New York Times, Thomas L. Fridman, foi categórico: “Se quisermos pôr fim a nossa dependência do petróleo, nós, como cidadãos, precisamos: pedalar para o trabalho, plantar uma horta, fazer alguma coisa. Por isso, o vazamento de petróleo é minha culpa. Sinto muito. Eu não fiz minha parte”.
Mais uma vez, os ambientalistas engrossam o coro e clamam para o capitalismo baixar a cabeça para a economia verde. O diretor-executivo da organização ambientalista norte-americana Sierra Club, Michael Brune, comparou o vazamento de petróleo com uma “boca de fogo decapitada”. O “que não sei é quantas vezes precisamos ter esta conversa” sobre vazamento de petróleo em lugares como o Golfo do México, o Oceano Ártico e o Rio Amazonas, disse afirmando que o vazamento marcou “o limite de nossa atração pelos combustíveis fósseis.
Numa entrevista num site político americano, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que a catástrofe "vai moldar como pensaremos sobre o meio ambiente para os próximos anos". “Da mesma maneira que fomos obrigados a rever nossas vulnerabilidades na política externa com o 11 de setembro, teremos que repensar, a partir desta imensa catástrofe, nossas posições sobre o meio ambiente e a energia nos próximos anos”, disse.
“Mate os pássaros”
A frase arranhou os ouvidos dos biólogos e voluntários que tentam salvar a vida dos pássaros afetados pelo vazamento de óleo no Golfo do México. “Matem, não limpem”, é a recomendação de uma bióloga alemã Silvia Gaus, que nesta semana disse que os esforços maciços para limpar pássaros cobertos de petróleo no Golfo do México não contribuirão muito para impedir que as criaturas sofram uma morte dolorosa e quase certa. Segundo ela, para o bem dos pássaros, seria “mais rápido e menos doloroso se os indivíduos que fazem o resgate dos animais os matassem”.
Estudos feitos sobre o assunto e outros especialistas apoiam sua opinião. Assim que fica coberto de petróleo, o pássaro usa o bico e a língua para remover a substância tóxica das suas penas. Apesar do gosto e do cheiro terríveis do petróleo, o pássaro mesmo assim tenta limpar-se, porque ele é incapaz de sobreviver sem as penas secas e fofas que repelem a água e regulam a temperatura do seu corpo. “O instinto da ave de limpar-se é maior do que o seu instinto de caçar e, enquanto as suas penas estiverem sujas de petróleo, ela não irá se alimentar”, diz Gaus, que há 20 anos trabalha com a recuperação de animais afetados por desastres como o do Golfo do México. Segundo estudos britânicos de vazamentos anteriores, o tempo médio de vida de um pássaro que é limpo e libertado é de apenas sete dias. (Com informações da Agência REBIA)
Vazamento faz Brasil rever planos de emergência
O governo brasileiro decidiu rever as diretrizes que regem os planos de emergência em todo o país para acidentes de poluição com petróleo. Criados em 2001 e revisados pela última vez em 2007, os planos de emergência são uma obrigação das empresas que fazem parte da cadeia do petróleo, mas cabe ao governo não apenas definir suas diretrizes como também aprovar o documento final.
A legislação brasileira exige que cada plataforma ou empreendimento no país tenha um plano de emergência individual. Já a aprovação de cada um desses documentos é responsabilidade do poder público.
Entre os principais pontos da revisão está uma mudança no conceito de probabilidade. Na nova versão do documento, acidentes de grandes proporções como o da BP serão tratados como um cenário "mais provável".
"É uma coisa que acontece. Esse é um cenário. A chance de acontecer é pequena, mas acontece. Então temos de estar preparados", diz Robson Calixto, oceanógrafo e analista do Ministério do Meio Ambiente.
'Falhas'
Enquanto a Petrobras se prepara para iniciar a exploração da camada do pré-sal - ainda mais profunda do que a atividade da BP no Golfo do México, especialistas do setor veem algumas "falhas" dentre as responsabilidades do governo brasileiro.
A principal delas é a inexistência de um Plano Nacional de Contingência para Derramamento de Óleo (PNC), mesmo depois de dez anos de ter sido exigido pela legislação.
Segundo especialistas, esse tipo de plano é "essencial" para países com grande exploração de petróleo, pois é ele que vai nortear as ações do poder público no caso de grandes vazamentos.
O documento consolida todas as atribuições de empresas e governos no caso de um acidente, sobretudo em episódios mais graves, envolvendo diversos Estados e municípios, por exemplo.
De acordo com Calixto, as reuniões entre o Ministério do Meio Ambiente e a Marinha ficaram mais frequentes desde o acidente no Golfo do México, e a expectativa é de que o PNC fique pronto até agosto. A candidata do Partido Verde à Presidência da República, Marina Silva, disse na última semana que o desastre no Golfo do México deveria servir de exemplo para a exploração do pré-sal no Brasil. (Com informações da BBC Brasil)
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